04 dezembro 2005


A FALA DA MULHER FATIMA DUQUES DE AMORIM

Quero agradecer a todos os que compareceram para prestigiar o autor, registrar as ausências justificadas de alguns amigos, além de lamentar a ausência de Pedro e Paulo, filhos que estão fora. Comemoro, no entanto a presença de João, que no lançamento anterior também estava fora. E dizer algumas palavras aos presentes e a Waldir.
Em João Pessoa, todos conheciam Waldir médico e só conheceram o Waldir poeta em 2001, a partir da publicação de “ Cantos da vida de amar – poemas e solilóquios”, primeira experiência de compartilhamento de sua escrita com um público mais amplo. Satisfeito de expressar-se, seguiu com “Amor que sai do casulo”, em 2003.
Hoje, em “O Avesso da pele”, o poeta desnuda-se definitivamente e se revela, além de maduro, cada vez mais conciso; escreve poemas curtos, alguns muito suaves, outros extremamente doridos, esses em sua maioria. O avesso é o lado de dentro à mostra, a parte de trás, o reverso, e assim se mostra o Waldir de hoje.
Na sua escrita, já se permite que caiam todas as máscaras sociais, e é capaz de escrever o poema “Palavra triste” Pranto elegíaco / do desencanto. Choro contrito, / do descontente. / Metáfora da lágrima. Permite-se escrever o poema “Melancolia” Melancólico. / Assim me quis a natureza. / Deu-me vislumbre e sensibilidade.
Vislumbre que lhe permitiu usar a expressão literária para partilhar sua sensibilidade com os outros.
Sensibilidade esta que lhe permite ter o grande dom da compaixão na sua profissão de médico, que exerce com tanto ardor. Permite-lhe também ter o dom da escrita que vem se aprimorando, perdendo a inibição e escancarando o avesso da pele. Exponha-se pois cada vez mais, querido Waldir, para que possamos todos nós, eu, seus filhos, seus amigos e parentes, seus pares e seus leitores desconhecidos, desfrutar dessa bela veia com que a natureza lhe agraciou.

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