10 maio 2010

MORADA


 


 

Eu morava,

a casa

das ingênuas alegrias

e tristezas.

Em tudo,

o sem medo

do infindável

e do nunca mais.

Nada,

possuía

o peso do falto,

o desejo do eterno.

As pessoas,

combinavam

com o mundo

e com a lentidão.

Enquanto eu,

tendo o assim viver

por regra,

não suspeitava

da colisão

da espécie humana;

nem,

que a parte fraca do tempo

fosse articulada;

nem me reparava

um hóspede precário.


 

Waldir Pedrosa Amorim