22 agosto 2010

Fotografia

Fotografia


Na era do umbigo
tornamos baços
o olhar sensível,
lavor da estética.


De raro em raro
assestamos a mira
ao invólucro,
entorno da existência.


A câmera e lente
não se auto-refletem,
dão-se ao uso, captam
como se capturassem
o inconsciente.


Fotogramas fixos
assentados na intenção
de um casulo feito crisálida,
são oníricos e reveladores
e o ao redor, os lados,
o abaixo, acima,
o detalhe e o dentro dele
grita, reverbera em silêncio,
provoca, modifica.

Relembrança estética compartida
é tudo isso
a arte sintética
da fotografia.



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Este poema foi publicado no meu álbum do Flickr: Onde a Lente Alcança - Visões do Bessa