27 março 2011

Amor competitivo




Acostumamo-nos com a idéia
de que fosse a similitude
a medida do amor.
Ora! Amor não é eco
nem arremedo
tampouco medo de incompletude.
Amor é desastre
é ferrugem
é sobressalto
é o inesperado eivado de prazer.
Amor faz doer porque se cruza;
já a competição, anda paralela
e, junto a ela,
o ombro que se mede por objetivos.
Ah! O amor é quase somente subjetivos.
Não há linhas de chegada e de partida.
Assim o amor que não concorre
que permite vazios serem vazios
cheios, estarem plenos
e emergirem complementos
que viram laços
responsáveis
pelo codelinquente,
cúmplice amor
não mensurável.


Waldir Pedrosa Amorim quarta-feira, 23 de março de 2011