24 dezembro 2016

OBTUSO TEMPO NUNCA RELIGIOSO

Natal-Ano-Novo
Aporta,
Invade,
Inunda; não sabemos de que?

Tal, outro dia fosse,
A etiqueta comezinha
Dos sorrisos e da igualdade.
Não seria escárnio?

A evacuação cinematográfica recessiva,
Escatológica
Em todas acepções,
Era após Era

Crepita pelas avenidas e vielas.

A dejeção pútrida
Do homo desvelejante
Na nau obscena
Da desumanidade.

Importa
Pervade
Afoga
Quem é multidão.

Waldir Pedrosa Amorim

João Pessoa, 24 de dezembro de 2016